Avançar para o conteúdo principal

Advento com o CianMira: Dia 16


Dia 16: Árvore natural ou artificial: qual a opção mais verde?

A árvore de Natal já faz parte da tradição natalícia. Quem não gosta de decorar a árvore e ter luzinhas acolhedoras para admirar, durante esta época? Mas na hora de escolher uma árvore, há quem fique indeciso se será mais amigo do ambiente comprar uma natural ou uma artificial. Afinal, qual é a melhor opção?
Até meados dos anos 30, era muito comum enfeitar-se a casa com um pinheiro natural pois havia espaço para cultivo e ainda não havia tantas opções para substituí-la.
Nos dias de hoje, apesar de haver quem opte pela via tradicional (cortar uma árvore natural), é mais comum que as pessoas adquiram árvores artificiais.
Em 2011, foi publicado um estudo a pedido da Associação Árvores de Natal nos Estados Unidos, que constatou que os impactos ambientais das árvores naturais e artificiais são muito semelhantes, tendo as artificiais um impacto ambiental negativo ligeiramente maior. E tudo por causa do material que a constitui: o PVC (cloreto de polivinil), um plástico derivado do petróleo. A principal matéria-prima das árvores de Natal artificiais é não renovável, poluente e nãp reciclável. Além disso, a produção deste plástico emite uma série de agentes cancerígenos. Outra questão apontada pelo estudo é o transporte e a fabricação das árvores que requerem energia. É preciso reutilizar a mesma árvore por 20 anos antes que a energia total usada comece a ser compensada.
Mas e cortas muitas árvores? Pode ser um grande problema ambiental, não?
O estudo refere que entre as desvantagens das árvores vivas está a possibilidade de degradação do solo ou de um habitat, quando as plantações são geridas de uma forma ineficiente. Outra desvantagem é que, embora possam ser recicladas e mantidas em vasos, geralmente, as árvores são colocadas no lixo após as celebrações.
Por outro lado, as árvores vivas, quando bem cultivadas, em rotação, muitas vezes fornecem habitat adequado para a vida selvagem, são neutras na emissão de carbono e podem ser mantidas em vaso e reutilizadas por pelo menos mais dois anos.
Então, qual a melhor? Vamos deixar os prós e os contras de uma e de outra e depois daremos a nossa opinião.

Árvore artificial
Prós:
- É possível ser reaproveitada por muitos anos.
- É leve e versátil, podendo ser colocada em diferentes espaços da casa.
- Fácil de guardar após o uso.
- Suja menos.
- Existem vários tamanhos, cores e modelos.
Contras:
- Fabricadas em PVC que é um plástico não reciclável, não renovável e poluente.
- Aproximadamente 85% das árvores artificiais são produzidas na China, o que não movimenta o comércio local.
- As árvores artificiais não têm fragância.
- Algumas árvores podem ser caras.

Árvore natural
Prós:
- Ter um pinheiro natural traz um pouco da natureza para dentro de casa
- A fragância da árvore é agradável
- É biodegradável e se tiver raízes, pode ser replantada.
Contras:
- Suja mais
- É necessário cuidar da árvore: regá-la e, por vezes, podá-la
- Os pinheiros naturais podem ser tóxicos para animais domésticos, principalmente quando ingerem folhas
- Não pode ser colocada perto de pontos de calor.

O que recomendamos?
Se tiver um jardim ou local para replantar a sua árvore de Natal, opte por uma natural, mas tenha atenção para a adquirir com raízes e fale com os guardas florestais para lhe indicarem o melhor pinheiro para ter em casa (um que esteja num local indesejado).
Se viver num apartamento ou outra habitação onde não tenha onde replantar o pinheiro, opte por uma artificial e reutilize-a anos sem fim.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus)

A cobra-rateira ( Malpolon monspessulanus ) é o maior ofídeo da Europa podendo ultrapassar os 2 metros de comprimento. Apresenta coloração dorsal variável desde o verde oliváceo até ao castanho ou acinzentado, olhos grandes e cabeça estreita e pontiaguda. Ocupa uma grande variedade de habitats, incluindo matos, áreas rochosas abertas, bosques de carvalhos e sobreiros, estepes cerealíferas, zonas agrícolas, pinhais arenosos, ruínas e jardins. Em Portugal está presente em todo o território. A sua dieta varia com a idade, preferindo insectos e lagartixas, quando juvenil, e cobras, roedores e crias de aves, quando adulta. Os exemplares de maiores dimensões incluem ainda na sua dieta juvenis de coelho-bravo e sardões. A cobra-rateira é uma espécie diurna, bastante ágil, excelente nadadora e consegue trepar árvores com facilidade para se aquecer ao sol. Apesar de possuir um aparelho venenoso pouco desenvolvido, o seu veneno pode apresentar-se como um perigo para o Homem. ...

Milho (Zea mays)

Encontramo-nos na época ideal para a colheita e secagem de um cereal bastante cultivado em Portugal e importante na nossa alimentação: o milho. O final do Verão e o início do Outono é marcado, em muitas aldeias, pela colheita deste cereal utilizado não só na produção de farinha mas também como alimento anual para o gado. Dedicamos, então, esta publicação ao milho ( Zea mays ) para que todos conheçam um pouco melhor esta planta. O milho ( Zea mays ), também denominado de broa, é uma gramínea que pode atingir os 4 metros de altura. Possui inflorescências masculinas (no topo da planta) e femininas (conhecidas como "barbas do milho"), sendo, por isso, uma espécie monóica. Os frutos são os famosos grãos amarelos, brancos ou avermelhados que retiramos da espiga. As culturas mais antigas conhecidas ocorreram na América Central. Actualmente, é um cereal cultivado em todo o mundo, não existindo em estado selvagem e não se disseminando sem a intervenção humana. Em Portug...

Vencedora Passatempo "Cores de Outono"

Ontem terminou o passatempo "Cores de Outono" lançado no início desta estação na nossa página de facebook. A fotografia vencedora intitula-se " Reflexos " e é da autoria de Susana Santos Braga . Muitos parabéns, Susana! Excelente trabalho! Pode visitar a nossa página de facebook atrvés do link www.facebook.com/cianmirabook . Bom fim-de-semana!